Ó minha enfadonha alma

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Ó minha enfadonha alma
Já não são lábaros do teu peito
O dorso desse caminhar

Ó minha enfadonha alma
És vergonha a minha pele
Visto este escapulário
Que já é como um cicatriz que nasceu comigo

Ó minha enfadonha alma
Prega a porta a cruz
Porque ainda continuam fabricando vespas
Decoro a reza porque ainda continuam a fabricar sonhos

Ó minha enfadonha alma
Já não sou fera
Sou ferida.

-socram

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Carapuça

Uma maré pressa na garanta
Uma ânsia análoga
A âncora que finca o mar e para o Barco
A sensação de já saber,
As provas, os fatos, a conclusão

Anseio pelo teu sangue em minhas mãos
Um riso
O olhar no espelho
Os seus olhos em riste
Me despi do costume de meu rosto

E como chupar a o fruto e não sentir o sabor
E essa seiva que desce amarga goela abaixo
Um ralo
pústula dental
Teu cheiro
Teu ar
Nojo de você

{mar}cos